5º Etapa da Copa Sul de MTB – Relato do Edu Costa
A 5º Etapa da Copa Sul de MTB aconteceu neste domingão, dia 02 de dezembro. O evento rolou no Rancho Serra Azul em Jacaraípe, Serra. Um point conhecido da galera do MTB da Grande Vitória. Detalhes OK, sentindo-me bem e muito ansioso. Dentre as coisas mais bacanas de uma prova estão à expectativa que rola no local do evento e aquela descontração com os amigos. Ultima chamada!
Na hora da largada um certo vuco-vuco para conferir os atletas, a organização ainda não usa o monitoramento por chip. Sem problemas! Provas de ciclismo foram inventadas antes da criação do chip ou outro meio eletrônico.
Eu estava alinhado ao lado do Arthur e do Luan, que conheci ali na hora. A largada foi lançada, pela minha pouca experiência não sei dizer se é bom ou ruim. Só sei que fui me espremendo e quando vi, estava numa posição bem favorável pra quando a coisa ficasse séria de verdade. Até que… para manter a tradição, veio aquela zica que me segue nas largadas. Sai pra lá!!!
Assim que a coisa começou entrou um TOCO, isso mesmo, um toco entre o cassete e o câmbio. Ouvi o barulho e parei na hora, o trem tava enroscado, insgrunchado (insgrunchado?) quando removi já era o ultimo. FOREVER ALONE AGAIN!
Já à frente a primeira subida e ali busquei uma turma, só que afobado, a pulsação foi pra 98% e não descia mais. Não andei mais 2km e outro galho, esse pelo menos era um galho. Quem já pedalou entre plantações de eucalipto sabe como é isso.
Novamente aquela disparada e cheguei a comentar com o Solimar que o coração tava a milhão e não voltava. Ficava sempre entre 91% e 95%. Fiz pedais rendendo muuuuito mais entre 83% e 86%… Barro não faltou, mas nada que lembre o Desafio dos Entas.
Só que tinham umas poças d’água, verdadeiros açudes no meio do estradão que tomavam metade da bike, prato cheio para um chainsuck. A pista tinha tudo para ser muito rápida, porém com esse grude tava tenso.Os caras da Copa Sul colocaram dois trechos de single tracks.
No reconhecimento que fiz não tinha passado por eles e até disse que eles não existiriam na prova. Queimei a língua! Acho até que foi no primeiro que o Arthur teve azar e furou o pneu e na saída vi o Felício Borges com problemas também, o que foi uma pena, pois pra mim ele estava entre os favoritos.
Assim como o Siqueira, Wender, Sidiclei e Denisval , bem como o Rosinha, que veio de longe para prestigiar o evento. Aprendi que uma boa estratégia e as parcerias que se formam durante uma prova podem realmente influenciar seu resultado.
Em certo momento eu buscava um competidor de minha categoria, e me aproximava dele com grande dificuldade. De repente noto o Solimar e outro biker também de 29er chegando e começamos a revezar.
A eficiência com que nos aproximamos foi enorme. Tentando escapar, ele usou muita energia, em vão. Por isso não teve forças pra se unir ao nosso pelotão e mais a frente brigar pela posição perdida.
Agora sei disso na teoria e na prática. Vácuo = LEGAL… Escapada sozinho no momento errado = RUIM. Última volta, andando bem e sentando a bota (no meu nível, claro…rs) entrei no último single, e lá dentro girava bem rápido.
No finalzinho dele havia uma subida forte que me esqueci e quando me deparei com ela, afobado troquei as marchas e meti o pé. Resultado, a corrente não aguentou e se rompeu. Putz! Que merda, pensei.
Ainda tentei reparar de alguma forma, mas não tinha um powerlink. Só me restava continuar correndo e empurrando, logo a frente fui alcançado pelo Solimar, que vendo minha situação ainda voltou pra buscar minha corrente. Esse cara é 10!
Dois caras da minha categoria me passaram, completar a prova empurrando e correndo foi o que restou. Não sei ao certo a minha colocação, assim que confirmar com a organização da Copa Sul eu edito aqui e mostro pros amigos.
Fiquei feliz, terminei inteiro. Um pouco chateado, pois sei que andei abaixo do que sou capaz, acho que o começo acabou comigo, deveria ter ficado mais calmo.
Conheci muita gente bacana, tirei fotos e pedalei sem fingimento.
Até a próxima galera!