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Bretelle - Guia de Compra

Bretelle pode ser a peça de roupa de ciclismo definitiva

Bretelle para novatos? Sim, e porque não. Essa peça do vestuário do ciclista, seja ele do mountain bike ou do ciclismo de estrada, é a preferida de muita gente.

A gama de marcas e principalmente e a enorme variação de preços ainda fazem das bermudas de ciclismo uma peça mais usada que o bretelle.

Além disso, conversando com alguns iniciantes, percebi que eles apesar de já terem sentido vontade de comprar um bretelle não o fizeram, pois imaginavam ser uma peça usada apenas por ciclistas mais avançados.

Definitivamente em algum momento alguém ira lhe perguntar por que usamos bermudas com forros acolchoados. De fato, a resposta básica é bem simples: conforto!

Tanto no mountain bike quanto no ciclismo de estrada onde acabamos muitas vezes nos inclinando para frente ou quando topamos com terrenos mais severos um bom forro é importante.

De toda forma, se planeja passar mais de uma hora sobre a bike em mais de um dia por semana um bom bretelle ou uma bermuda de ciclismo são obrigatórios.

Sua roupa não deve ser uma preocupação

Você pode comprar bermudas de ciclismo sem as alças, que são basicamente calções de lycra com um forro. E eles te servirão muito bem, aliás, usei por muito tempo como já falei em outro post.

Acontece que eles se movimentam muito a medida que você pedala na bicicleta e isso lhe obriga inevitavelmente a fazer ajustes ao longo de um passeio ou treino.

O bretelle, no entanto, mantem-se bem fixo devido as suas tiras que estão presas aos ombros.

Atualmente é possível encontrar bermudas de todos os valores, é bem verdade isso. Por mais cara que seja uma bermuda, ela ainda fica bem abaixo do preço de um bretelle intermediário. Exceto em casos de bermudas de marcas famosas.

Já falei aqui no post Bretelle vs Bermuda. Qual a Melhor Opção a minha opinião.

Modelos para todos os gostos. Preços para todos os bolsos

Os bretelles, assim como os ciclistas, não são todos iguais. Existem uma enorme variação de preço e modelos. E isso pode tornar a sua escolha bem complicada, ainda mais se está for a primeira compra de uma peça como essas.

No mercado os preços podem variar de R$ 90,00 até modelos com preço superiores a R$ 800,00. O porquê dessa variação de preço, vamos explicar aqui também.

Saber escolher bem uma peça que sirva para as suas necessidades é essencial e posso garantir, o preço não é o único fator a se observar.

Eu tenho por exemplo um bretelle simples, que não me custou pouco mais de R$ 150,00. Embora sua durabilidade e seu visual não sejam dos melhores, eu suporto pedaladas de até 2 horas com ele numa boa. Enquanto que quando uso – raramente agora – minha bermuda Castelli (me custou quase R$ 400,00) preciso ficar ajustando-a a cada 20 minutos.

Reforço que o preço não é necessariamente o fator decisivo.  Mas o caimento, e o conforto sim. E se conseguir essas duas coisas um bom design então. Perfeito!

Então seria bobagem pagar mais por um bretelle de marca? Calma aí jovem, não é bem assim.

Preço vs Valor

Como tudo no ciclismo, quanto mais inovação e mais estudos de aperfeiçoamento mais valioso é o quadro, o capacete ou um componente. Com as roupas de ciclismo isso não é diferente e percebam que eu não falo em preço, mas sim em valor.

Caro e barato podem ser bem relativo, e nisso não há um ciclista que possa descordar, afinal, muitas vezes pagamos mais por um pneu de bike do que por um pneu de carro.

Na teoria, à medida que o “preço” aumenta, maior pode ser também o número de melhorias e tecnologias empregadas na confecção desta peça de vestuário.

Um forro melhor, com mais ou menos acolchoamento, tratamento antibacteriano mais eficiente, costuras mais limpas, tecidos mais leves com cortes a laser, isolamento térmico para dias mais frios, proteção UVA e UVB para proteger sua pele dos raios nocivos do sol e assim por diante.

Acho que agora ficou mais fácil entender essa relação entre preço e valor, não acham?

Um bretelle sem nada disso por R$ 100,00 pode ser caro. Já um bretelle que protege suas partes intimas de fungos e a sua pele contra o câncer por R$ 400,00 já não parece tão “caro” assim. Não concorda?

Ufa! A medida que as variáveis vão surgindo, escolher seu primeiro bretelle vai ficando cada vez mais difícil e confuso.

Sendo uma peça tão importante, vou tentar trazer o máximo de informações relevantes para formar o Guia de Compras do seu primeiro Bretelle.

Talvez você pense: “Poxa, me arriscar e comprar um bretelle. E se não for tudo o que dizem e eu não gostar? ”

Bem, sua dúvida é realmente pertinente. Então veja o que deveria considerar e conhecer antes de sair clicando e comprando por ai.

Quase Tudo Sobre Bretelles e o Que Você Deveria Saber Antes de Comprar a Sua Primeira Peça

O nome é grande, então vamos começar… risos!

Já que este é um guia de compra, não custa reforçar porquê os ciclistas de todo mundo, e também os brasileiros estão preferindo usar bretelle do que bermuda para ciclismo.

A maioria dos ciclistas, seja de mountain bike ou mesmo do ciclismo de estrada escolhem o bretelle para andar de bicicleta porque estes não possuem uma cintura com elásticos.

Em passeios curtos, a cintura não compromete tanto. Mas em passeios com mais quilômetros e nas jornadas mais longas de final de semana uma bermuda apertando sua barriga prejudica e muito a performance, a concentração e até mesmo o prazer da pedalada.

Diga adeus a puxação de bermuda, afinal, elas realmente ficam num sobe e desce sem fim. As alças de ombro do bretelle, mesmo não sendo elásticas evitam isso, elas sustentam a parte de baixo.

E não menos importante, o bretelle elimina a superexposição do seu cofrinho.

Bom, mas o assunto aqui não são as vantagens e desvantagens de cada um, então vamos voltar ao guia de compra do seu primeiro bretelle.

O Ajuste e o Caimento no Corpo

Isto e a escolha do forro mais apropriado ao seu perfil como as duas coisas mais importantes na compra de bermudas e bretelles para ciclismo.

O ajuste da peça ao seu corpo compreende dois fatores básicos. Primeiro tem a ver com o corte das bermudas e das alças, e segundo a forma do seu corpo no momento da compra. Em geral, exceto em séries desenhadas para alta performance os bretelles e bermudas de ciclismo terão cortes mais universais, ou seja, que se adaptam a todos.

Ao experimentar pela primeira vez um bretelle tenha algo importante em mente.

Eles foram desenvolvidos para serem usados quando montados sobre a bike, certo?

Isso significa que eles podem não parecer tão confortáveis assim quando você está de pé, um pouco repuxados e apartados mesmo. Porém, essa sensação muda quando você está sobre a bicicleta.

Caimento

Boa parte das roupas de ciclismo são realmente um pouco mais apartadas. E devem ser assim. Seja para melhorar a aerodinâmica, seja para evitar assaduras. Porém, isso não significa compressivamente apertado – a menos que a peça tenha essa função.

Não deve haver movimento entre o tecido e a sua pele. Mais movimento entre a pele e o tecido é sinônimo de assaduras. Quanto mais tempo você tiver atrito ou algo esfregando, maior as chances de machucar e irritar sua pele.

Essa regra também vale para o forro. Não deve ficar aquela “papada” que deixa o aspecto de fraldão.

O forro e a bermuda devem estar colados ao seu corpo não apenas quando você está sentado, mas quando levanta para pedalar em pé numa subida ou num sprint.

Com um bretelle, a sensação deve ser de algo confortavelmente encaixado, apertado, mas não muito. Lembre-se que algo que apertado demais agora pode parecer uma tortura após algumas horas de pedaladas, um peso real sobre seus ombros.

Geralmente as alças não causam incomodo algum, porém alças folgadas ficam esfregando nos ombros e isso pode te irritar mais adiante. Até que nas alças tudo bem, pois pode ajustá-las como veremos mais abaixo.

Tipos de Bretelle

Primeiro explicando, vou falar dos modelos e características das peças mais comuns aqui no Brasil.

Até porque na Europa por exemplo, notei durante as pesquisas que eles possuem mais de 4 tipos para apenas uma estação, se querem saber.

Pro inverno então, além dos tipos comuns, ainda tem subtipos de acordo com a temperatura. Ou seja, tem bretelle cintura alta para usar com clima abaixo de zero.  Se a temperatura for de 10ºC por exemplo usam outro, e por aí vai.

Por aqui os mais comuns são os bretelles com cintura alta e outro com cintura baixa.

Qual deles escolher?

Bem, vou dar minha opinião aqui. Eu prefiro o que tem cintura baixa, mas não porque são melhores ou piores. Acontece que os que possuem a cintura mais baixa facilitam um tanto na hora de fazer número 1. E só por isso.

Os bretelles de cintura alta não comprometem, porém você precisa ficar meio “corcunda” pra fazer um pipi sem tirar a camisa.

Paras as meninas, acho que isso pode ser indiferente, já que no final elas vão ter que abaixar a peça mesmo. (Meninas, se eu escrever alguma bobagem aqui por favor me corrijam nos comentários que eu edito, certo?)

Em relação ao conforto?

Também prefiro os modelos com cintura baixa. Mas novamente, sendo mais alto não significa que ele seja desconfortável e há quem prefira mais alto mesmo.

Gosto dos bretelles de cintura alta nos dias frios, pois coloco a segunda pelo por dentro e isso garante uma sensação térmica mais agradável. Mas veja bem, não é o bretelle que me aquece neste caso, ok?

Capítulo à Parte Para as Meninas

As meninas têm algumas particularidades a serem observadas antes da compra do seu primeiro bretelle.

O formato que para os meninos não complica tanto na hora das necessidades, para as meninas pode ser um problema. Mochila, corta vento, camisa e mais o que estiver usando por cima terá praticamente que ser removido para ir ao banheiro.

A maioria dos fabricantes internacionais já solucionaram este problema desenvolvendo peças exclusivas para as meninas. Aqui no Brasil essa mudança já está acontecendo também, mas ainda numa velocidade pequena ao meu ver.

Vou dar destaque para dois modelos de marcas internacionais aqui, são elas: Veloccio e Specialized.

Veloccio Superfly

A Veloccio foi uma das primeiras marcas a criar um bretelle especificamente para as meninas, desde então alguns incrementos foram promovidos. Como é o caso do modelo Superfly que leva um zíper nas costas.

Preço no site Oficial da marca – U$ 229,00 ou aproximadamente R$ 755,00

Ele promete facilitar muito na hora das necessidades com um zíper que não pode ser sentido e que não precisa ser usado para se vestir ou tirar a peça.

Bretelle Specialized SL Pro

A solução apresentada pela Specialized foi um fecho magnético patenteado de fácil abertura que se chama HookUp. Se este fecho não se soltar sozinho durante as pedaladas, confesso que esta seja uma solução melhor do que a apresentada pela Veloccio.

Preço no site oficial da marca - R$ 919,90

Marcas Nacionais Para as Meninas

Encontrei duas marcas com modelos com fecho para as meninas. A** Mauro Ribeiro** e a 4Cykel.

Mauro Ribeiro

A marca nacional que ainda é referência em qualidade. Também já foi referência em durabilidade, mas minhas duas últimas experiências com bretelles da marca não me deixam reforçar essa característica no momento.

Na minha opinião ainda, tem ficado bem para trás de algumas concorrentes quando o assunto é design. Entretanto, é uma marca conceituada com peças de qualidade e que vestem muito bem.

Posso lhe assegurar, se vai comprar seu primeiro bretelle um Mauro Ribeiro é a marca que não vai decepcioná-lo. Depois de um Mauro Ribeiro seu nível de exigência simplesmente sobe muito.

E isso vale tanto para as roupas masculinas, quanto para as femininas.

Ela possui pelo que pesquisei dois modelos de bretelles femininos com alças. O Modelo FEMININO (este é o nome no site) e o TECH.

Ambos contam com um único suspensório e um fecho prático, que possibilita a retirada total do suspensório para que a peça possa ser utilizada somente como bermuda.ou ainda apenas para facilitar na hora das necessidades.

Encontrei na Loja especializada em roupas para ciclismo Vitória Bike Clube preços de R$ 299,00 para o TECH e R$ 239,00 para o FEMININO

A 4Cykel

Na minha pesquisa eu percebi como foi oportuno o post Roupa de Ciclismo Feminina Mudou, e Pra Melhor, aliás meninas. Recomendo a leitura.

A 4Cykel chega com uma coleção diferente de tudo que você já viu, tanto para as meninas, quanto para os rapazes.

A qualidade superior das matérias primas e o visual diferenciado das peças mostra que o cuidado com a coleção e com os detalhes é uma obsessão da marca.

Com forros italianos e tecidos high-end de ponta coleção atual trás além de um belo e exclusivo visual, um corte muito bem elaborado. Tudo isso gera muito conforto e performance para os atletas.

Para se destacar no mercado tão concorrido, a 4Cykel apostou em tecnologia e usabilidade, e buscou o que há de melhor no mercado internacional.

Alças de Sustentação

A parte dos calções que ultrapassam os ombros são as alças. Algumas pessoas estranham quando falamos “ a bermuda do bretelle”, mas falar assim não está errado.

O bretelle na verdade é uma bermuda com alças, vamos simplificar assim.

E as alças vêm em várias formas e tamanhos, mas todos têm a mesma função: manter a bermuda no lugar.

Há mais de um tipo de material sendo empregado nas alças, as mais comuns aqui no Brasil são:

Elastano – Oferece bom estiramento e um ajuste excelente, porém é mais incomodo no contato com a pele.

Elastano e Malha – Este é um bom exemplo de material com bom ajuste, mas muito mais macio do que seu primo feito apenas de Elastano.

Malha – Está é a opção que ajuda a compor um produto com preço mais em conta, porém sem deixar a desejar na qualidade e sem comprometer a função da alça. Também ajuda a reduzir peso e mantem a respirabilidade da pele.

Os tipos de alças também são variados. Se já andou pesquisando sobre essa peça, já deve ter notado que existe mesmo mais de um tipo.

Vou citar os mais comuns

Tira Dupla - Elas pegam pela frente do bretelle e seguem até as costas encontrando o que seria a parte de trás da bermuda. Como na maioria dos tipos, elas não possuem elásticos fortes e são feitas em materiais que deixam a pele respirar. Acho que este é o modelo mais usado.

Tira Dupla na frente e única nas costas - Olhando de frente é igual ao primeiro tipo, porém nas costas elas se juntam e não necessariamente mantem a mesma largura. Este é muito pouco usado, por não ajustar bem a bermuda e alguns ciclistas reclamam que ele dá aquela chuchada. Tão entendendo? Não achei outra forma de explicar isso, perdão.

Tira Dupla na frente com tira larga nas costas - Veja bem, este é diferente do modelo de tira única fina nas costas. Ele além de ter um ajuste mais correto e confortável nas costas, ainda evita a chuchada do tipo ai de cima. Importante saber que dependendo do material das tiras eles pode ou não ser usado em dias mais frios. Se as tiras forem bem ventiladas ele acaba sendo bem fresco também.

Ajuste das Tiras

Hã? Ajuste das tiras? Sim, é possível ajustá-las assim como se ajusta uma peça de roupa comum. Você pode fazer isso em casa, ou numa forma mais profissa em uma costureira com maquina própria para o tipo de tecido.

As tiras agem como um suspensório, porém elas não devem ficar puxado seu bretelle para cima, com alguns minutos isso seria desconfortável como levar uma “corrida de ganso”.

Se for este o caso, NÃO COMPRE este modelo ou este tamanho.

Já se a peça ficar folgada, menos mal. Da para ajustar como eu disse.

Como sei se o bretelle está no tamanho certo?

É simples. Se estiver de pé, as alças devem estar apenas ajustadas ao ombro, e nunca puxando para cima.

Quando estiver provando, é importante que se sente. Sentado, as alças devem dar a sensação que se soltaram levemente.

Mas soltar-se quanto? Pense o seguinte: Elas devem se soltar a um ponto que você note uma menor pressão sobre os ombros ao mesmo tempo que perceba que isto é suficiente para segurar-lhe as calças*…*

Pinças de Coxa

Pinças de coxas são aquelas faixas que geralmente são feitas de silicone, mas também de elastano e de tecido. Ficam na bainha de cada coxa da bermuda.

Saber se uma pinça de coxa é boa ou não é fácil. As pinças ruins fazem bem o trabalho, porém causam a sensação de punição. Elas criam o efeito puxão de pele se por acaso forem forçadas para cima.

As pinças de coxa que causam este efeito geralmente são aquelas mais fininhas e feitas de silicone. As de tecido ou de elastano geralmente são mais confortáveis, mas não cumprem tão bem a função.

Está mais comum ver pinças de coxa mais largas e mais espessas. Eles fornecem mais grip, e embora ainda usem silicone ele é integrado ao tecido. Como a pressão do aperto agora está espalhado em uma área maior ele acaba ficando mais confortável e eficiente também.

Materiais

Olhando friamente, todos os bretelles parecem iguais. Como se todos fossem confeccionados do mesmo tecido. Mas isso só é verdade até certo ponto.

Existem bretelles que são confeccionados por exemplo em 17% de elastano e 73% de poliamida e estes são um pouco mais caros que seus primos feitos por exemplo em 80% poliamida e 20% de elastano.

Aos primeiros toques realmente parecem iguais. Mas a forma com que isso fica em contato com a sua pele possui uma diferença gigante.

Antes, haviam camisas, bretelles e bermudas para ciclismo com apenas um único tipo de tecido, e isso bastava. Com o avanço da tecnologia e a busca por mais performance novos materiais foram surgindo.

O material mais usado ainda é o Spandex, que nos conhecemos por Lycra. Esse material estica, é forte, aceita estampas e é relativamente durável. Porém, não respira tão bem e pode aquecer.

Além disso, em certos pontos com mais atrito com o tempo ele acaba desfiando um pouco.

A solução para isso foi encontrada exatamente na mescla de materiais. Assim se resolveu o problema da troca de temperatura, durabilidade/conforto e transpirabilidade da pele.

A tecnologia realmente parece não ter limites, e algumas marcas usam inclusive tecidos resistentes a água. Como o bretelle Fiandre No-Rain da Sportful e as roupas de ciclismo feitos com a tecnologia Nanoflex de Castelli.

Bons tecidos, sejam eles nas bermudas ou nas camisetas devem oferecer proteção UVA e UVB. Dessa forma fique tranquilo, só vai precisar de protetor nas partes que ficam expostas.

Algo que as marcas em geral não precisam se preocupar muito no Brasil diz respeito a tecidos mais específicos para as estações do ano.

Uma boa peça se adapta bem as nossas variações de temperatura. Exceto em algumas regiões é claro, pois sabemos que no Sul por exemplo temos um certo clima europeu digamos.

Alguns modelos possuem emendas sem costuras na parte do forro, e as costuras agora são cada vez mais lisas e suaves para causar menos atrito com a pele.

Além de deixar a peça com um visual mais limpo e moderno, isso ainda confere muito, mas muito mais conforto. As Técnicas como costuras planas, diminuem muito as chances de atrito e irritação da pele.

Se o bretelle ou a bermuda de ciclismo tiver essas emendas sem costura, ou com as costuras mais lisas entre o tecido e o forro significa que este é um produto que já apresenta uma qualidade superior. Ou pelo menos, uma preocupação maior com o conforto. E sim, vale a pena mesmo pagar algo mais por isso.

Essa qualidade da costura ainda está presente apenas nos bretelles mais caros ou nas marcas mais high ends. Como é o caso do bretelle com a tecnologia Body Paint 2.0 da italiana Castelli, que não possui costuras nas pernas, pois os calções são feitos em um único pedaço de tecido muito avançado.

Cada marca usa uma combinação e algumas delas possuem tecidos patenteados. Como é o caso da Nanoflex da Castelli que já chamei a atenção acima por repelir água.

O mercado já possui inclusive, bretelles confeccionados com desenhos e tecidos que prometem criar mais aerodinâmica e até compressão, melhorando bem a performance do atleta.

Em todo caso, estes não são tão indicados para iniciantes e no Brasil devem bater fácil a casa dos R$ 1.000,00.

Tecido Grosso ou Fino e leve

Bem, como disse, existem peças que mesclam dois ou mais tipos de tecidos, mas também encontramos alguns como espessuras de tecidos diferentes.

Mas basicamente podemos dizer que?

Tecidos mais finos e leves costumam ser mais frescos e deixam a pele respirar melhor.

Tecidos mais grossos tendem a ser mais quentes e com melhor compressão, e além disso potencialmente mais duráveis.

Painéis ou cortes de tecidos

Você pode imaginar que bretelles com vários cortes de tecidos, que formam um tipo de trama com a malha são melhores. Ok, não está de tudo errado, mas ter 10 ou mais “remendos” não garante mais durabilidade ou conforto.

Novamente, lembre-se que mais tipos de tecidos estão sendo usados na confecção de uma única peça hoje em dia, além ainda dos cortes a laser e as emendas sem costura.

Talvez uma “colcha de retalhos” não seja mais tão eficiente. Mas não quer dizer que seja obsoleto. Captaram?

Comprimento da bermuda do bretelle

Existem modelos mais longos e outros mais curtos. Não acho que vá encontrar uma marca que faça por exemplo, um bretelle tamanho M coxa longa e outro tamanho M coxa curta.

Essa variação, entretanto, é bem comum nas peças femininas. As meninas podem optar por vários estilos e usar um bretelle de determinado modelo de coxa para cada tipo de pedal.

Por exemplo num passeio de bicicleta ou numa pedalada pela ciclovia elas podem optar por uma coxa mais curta. Numa prova, talvez a melhor opção seja a coxa longa. O importante, como já foi dito no post – ROUPA DE CICLISMO FEMININA é que agora elas podem escolher de verdade.

Sendo assim, o comprimento é algo realmente muito pessoal. Eu prefiro bretelle com coxa longa. A maioria dos bretelles com o fator “compressão” são de coxa longa.

Observação: Bermudas de bretelle em modelos coxas longas, independente do material usado nas pinças de coxa para fixação na perna tendem a ser mais firmes do que as peças com coxas curtas. Isso por conta do próprio desenho anatômico das nossas pernas.

Forro

Uma curiosidade – Sabiam que inicialmente, lá na época de vovô garoto os forros eram feitos e couro?

Não gosto de imaginar as assaduras e nem a catinga disso. Mas de fato, os caras eram ainda mais brutos lá atrás.

Atualmente os forros são feitos em material sintético e necessitam de pouco ou nenhum material para lubrificação. Além de contarem com incrementos a nível molecular como veremos adiante.

O conforto

Quando pensamos em conforto, o forro da sua bermuda é a palavra-chave. Sem ele, a peça viraria um simples short de lycra.

O mais comum são os forros simples, com uma única peça simples acolchoada. Diria que o conforto e o resultado dela é… Ok!

Porém, com um pouco mais de investimento você pode obter ofertas com tratamentos antibacterianas, antichafing e de multidensidades.

Esses forros modernos necessitam de menos cuidados especiais, pois já inibem o crescimento bacteriano e o crescimento de fungos. Lendo as instruções de lavagem e de secagem dificilmente você terá problemas.

De toda forma, não descuide. O que você pode estar achando ser uma assadura pode na verdade ser uma proliferação de fungos.

Assaduras somem em dois ou três dias sem pedalar, já os fungos perduram por semanas até sem o devido tratamento. Inicialmente os sintomas são iguais aos das assaduras, porém logo vem a coceira e a descamação.

Se você está lendo isso e pensando “Meu Deus, tô fora de bike”, se acalme, isso dá em jogadores de futebol, em quem repete roupa de academia sem lavar e até mesmo em roupas intimas comuns.

Abaixo, falo dos materiais dos forros e daí vai ver o porquê de uma atenção maior com a higiene e o cuidado na hora da escolha.

Simplifique sua vida pagando um pouco mais por um material de primeira com o devido antibactericida.

Meninas devem se atentar ainda mais sobre isso antes da compra.

A forma do forro

A forma do forro do seu bretelle também é importante. Ele precisa se aproximar ao máximo das suas medidas anatômicas para ser mais eficaz.

Normalmente o que encontramos são forros com tamanho único, e acredito sinceramente que isso não seja um problema – A menos que suas dimensões sejam exageradamente grandes ou pequenas.

Já com relação a proporção que vai entre as pernas sim, pode ser um problema. Se for muito grande ele pode formar um bolo de almofada e gerar desconforto. Na melhor das hipóteses causa apenas irritação e, na pior das hipóteses pode causar uma pressão excessiva sobre a região do períneo.

Achar o forro perfeito, pode ser um caso de tentativa e erro, porém volto a frisar que nunca tive problemas com isso.

Os tipos de forro

Os forros podem possuir espessuras e densidades diferentes, mas não necessariamente serem mais ou menos confortáveis por isso.

Existem forros, entretanto, para curtas, médias e os indicados para as longas distancias. E mais, ainda existem os híbridos.

O que eu mais uso?

Prefiro os de longa distância, sempre. Por que? Porque um pouco de zelo lá para baixo nunca me pareceu má ideia.

Além disso, não sinto desconforto ou calor nos pedais de curta distância com estes forros para longas.

Forro de Espuma de Célula Aberta

Os forros com espuma de célula aberta com única ou de múltiplas densidades oferecem o maior desempenho e conforto em passeios prolongados.

Forro de Gel

Oferecem mais conforto e amortecimento, mas não são muito recomendados em médios e longos passeios pois possuem respirabilidade muito reduzida.

Forro de Espuma de Célula Fechada

Oferecem performance e conforto, respirabilidade superior em relação aos de Gel, porém geralmente encarecem o produto.

Híbridos

Usam um ou mais tipos de material e ainda podem ter várias diferentes densidades distribuídas em pontos específicos. São os mais usados ultimamente por uma série de fatores, creio eu, dentre eles a respirabilidade, conforto e a durabilidade, pois agora possível escolher onde cada tipo de material se faz mais necessário.

Multi-densidade

Este seria o que há de mais moderno. Estes forros são cortados em uma única peça, em vez de colocar vários blocos de espuma em cima uns dos outros para variar a espessura.

Isso não só ajuda a equilibrar as mudanças de espessura, mas também significa que as partes que formam o forro não se deslocarão ao longo do tempo e perderão seu ajuste.

Observação – é comum iniciantes escolherem forros muito espessos ou largos, achando que isso garante mais conforto. Na verdade, um forro excessivamente largo pode causar algumas assaduras na parte de dentro das coxas. Até que se descubra que é o forro, o ciclista pode trocar alguns selins sem que tenha sucesso.

Existem ainda forros com os mais variados materiais, como fios de carbono, canais para circulação de ar e microesferas que supostamente melhoraram a circulação sanguínea.

Forros específicos para meninas e para meninos

Felizmente, de uns anos para cá as meninas já tem forros específicos para elas. É de suma importância se observar isso, mesmo em modelos que supostamente são femininos, ok?

Detalhamento reflexivo

Algo importante que soma para a segurança, mas que não vai ter nenhuma influencia em conforto e nos demais itens tratados aqui.

Adicionar um pouco de visibilidade nunca é ruim. Especialmente útil se as bermudas forem pretas ou uma cor escura.

Curiosidade - Bolso de rádio

Se você tem um bretelle de alta gama importado talvez tenha notado um pequeno bolso na parte de trás. Com o uso rádios são legais em provas oficiais da UCI, vários fabricantes incluem esses pequenos bolsos na parte traseira dos bretelles.

Para nós mortais, pode ser útil para esconder algum dinheiro ou levar um pequeno MP3, apesar de que eu não gosto de música enquanto pedalo.

Concluindo

Acho que agora fica mais fácil decidir qual bretelle comprar. Espero ter deixado pistas de que um bretelle não precisa ser caro ou de marca famosa para atender as suas necessidades.

Ter uma peça top sem costuras, com cortes a laser, mas com um forro “duro” pode não ser o mais indicado para você.

Comece escolhendo por pelo forro – curtas, médias ou longas distancias. No final é isso que conta. Conforto e prazer ao pedalar sua bicicleta. Se tem barreiras contra fungos e bactérias e se tem corte para a anatomia masculina ou feminino.

Depois sim, design é muito importante, durabilidade e preço devem ser considerados.

Pesquise bastante, pode demorar, mas garanto que é melhor hoje em dia com tantas opções do que antes em que tudo era mais limitado.

Edu Cara de Barro
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Edu Cara de Barro

Um pouco cansado disso... Não das histórias, da vivência e do esporte. Mas do que o mercado se tornou. Sigo firme em meu proposito de "Criar Histórias e Experiências Positivas com a Bike" como um ciclista, escritor e desgourmetizador de pedal.