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Relato de prova do Desafio Internacional dos Gigantes, por Raiza Goulão

O Desafio Internacional dos Gigantes é uma prova que surgiu durante a pandemia e havia tido uma etapa até hoje, antes dessa disputa em Itaipava, Petrópolis (RJ). Acho importante termos provas assim no calendário, porque somam muitos pontos para a nação e para o ranking olímpico.

Foi um final de semana com três provas, duas de Cross Country Olímpico (XCO) e uma de Short Track (XCC), que na soma das três ofertou 100 aos vencedores.

Foto: Daniel Braga

Na sexta-feira, dia 10, tivemos um XCO classe 2, ou seja, quem vencesse levaria 30 pontos nos rankings. Com a pista seca e uma chuva apenas no final, defini minha estratégia que foi sentir como estava a pista e também minhas concorrentes, lembrando que estavam presentes lá as melhores atletas do Brasil no cross country.

Consegui fazer uma boa prova, executar a estratégia que havia traçado e encaixar bem o set-up da bike. A energia de estar com todo mundo da equipe junto, também me ajudou e pude garantir minha primeira vitória do fim de semana.

Foto: Daniel Braga

Me senti bem, abrindo diferença para as adversárias na metade final da corrida, indo numa crescente. No final veio a chuva, quase sofri uma queda e tive uma reação rápida, não deixando a bike cair. Nisso, bati forte o calcanhar e senti muito o tendão.

Um pouco preocupada com esse machucado, optei por não competir no XCC do sábado, dia 11. A ideia ali era estar inteira no domingo, dia 12, quando tivemos o XCO classe 1, que ofertou 60 pontos aos vencedores das elites.

Acredito que a prova final no domingo foi um show para o público, e ao mesmo tempo um desafio grande para nós atletas. Isso porque a corrida começou com chuva e depois veio o sol. Para nós ciclistas, essa é a pior condição que temos durante uma corrida com barro.

Foto: Daniel Braga

O barro se torna um grande inimigo e chega a grudar na bike. Mesmo assim, consegui performar e agi muito com a cabeça. Acreditei e esperei o momento certo para crescer.

A disputa foi muito bacana e intensa com a Karen Olimpio, que está evoluindo muito a cada dia. No final, a luta era para não cair nas curvas. Foi realmente desafiador, devido às condições da pista.

O resultado do fim foi muito motivante. Chego na metade de março de 2023 com seis corridas realizadas em três provas distintas (uma no Chile e duas no Brasil), sendo 4 delas XCO e 2 no XCC, tendo vencido as seis. 100% de aproveitamento, o que me garante pontos importantes nos ranking olímpico e mundial da UCI.

Edu Cara de Barro
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Edu Cara de Barro

Um pouco cansado disso... Não das histórias, da vivência e do esporte. Mas do que o mercado se tornou. Sigo firme em meu proposito de "Criar Histórias e Experiências Positivas com a Bike" como um ciclista, escritor e desgourmetizador de pedal.