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Pedal Para as Ruínas da Igreja de Queimado - Resenha do Pedal by PH

Esse pedal para as Ruínas da Igreja de Queimado rolou lá em 2011, e o PH desenterrou essa história louca pra gente. Pra quem não está relacionando, o PH é um dos nossos maiores colaboradores quando o assunto é História de Pedal e ele escreveu um destes relatos memoráveis quando contou sobre o Desafio dos Entas, veja aqui o link: Pedal Desafio dos Enta

 Vamos lá!

Integrantes

  • Eu (PH),
  • Rodolfo,
  • Marcelo,
  • Sylvio e,
  • Eduardo.

Nos encontramos às 06h40 no supermercado EPA da BR 101 e partimos por volta das 07h10 através da tal BR com direção às ruínas da igreja de Queimado.

Tudo Tranquilo

Seguimos tranquilinho pelas ruas paralelas à BR para evitar o trânsito intenso e muito perigoso, morrinhos aqui e ali, fizemos uma paradinha breve em um posto da Serra Sede para reabastecer a água e tomar um café e descemos para a estrada de acesso às ruínas.

Pedalzinho de boa e o nosso experiente amigo Eduardo comentou que há um subidão estilo 90 graus atrás de um restaurante no meio da estrada. Essa subida é uma das que levam às Três Santas (um conjunto de três pedras muito parecidas no alto de outra pedra bem maior). Como o povo é psicopata por subidas, topamos explorar o place.

Uma das Subidas Mais Inclinadas da Região

A subida foi forte, muito forte! Vovozinha trabalhou legal! Poucas vezes eu precisei beijar tanto o guidon… Hehehe.

Depois de muito esforço, zeramos a danada! Eu e Rodolfo subimos tudo pedalando sem parar, os outros eu nem vi.

Tiramos fotos, trocamos ideia e fizemos a perigosa (escorregadia) descida de volta. Ao passarmos por um pequeno e traiçoeiro single, Marcelo e Sylvio adquiriram pequenos terrenos no local, sem nenhum raladinho.

Vamos Adiante!

Continuamos pela nova estrada pra Queimados (asfaltada!!), pneu furado do Eduardo, subimos um morrinho bão e ao final dele encontramos com outro povo pedalante.

Batemos um papo e descobrimos que dois deles eram do grupo Trilha MTB, o Chiquinho e o outro não me recordo o nome… Decidimos seguir todos juntos para Queimado, porém eles ficaram para trás, pois estavam acompanhados de uma galera novata que estava no ritmo “super light plus Tabajara extra edition”.

E Caiu um Pé D’água

Saímos do asfalto e entramos à esquerda no antigo caminho (ainda estrada de chão, graças ao bom Deus!). Paramos embaixo de uma mangueira para reagrupar e o céu desabou num tremendo toró!

Mesmo assim, iniciamos a maravilhosa subida final para as ruínas. Enquanto eu fui de 1x3 (coroinha e catraca 03), o Rodolfo subiu tudo de coroa do meio (2x1); parabéns, cara!

Ao término da subida, descobrimos que o caminho estava fechado por uma cerca e que havia uma festa por lá. Pulamos da cerca, assistimos a luta para um cara tirar o Kadett dele atolado no barro, subimos mais um cadim e chegamos às ruínas.

162 Anos da Insurreição de Queimado

Muita coincidência! Descobrimos que no dia do pedal para as Ruínas da Igreja de Queimado a tal festa que rolava era em comemoração aos 162 Anos da Insurreição de Queimados. Apesar da chuva, o negócio estava animado com carro de som, explicação da história do local, batuques africanos, apresentação de grupos de congo e capoeira e uma Missa ao final.

Parabéns a todos por este evento que ajuda a resgatar as origens culturais do nosso povo brasileiro e capixaba!

Após outro bate papo e troca de um pneu furado do Sylvio, resolvemos descer pelo single irado atrás das ruínas e pegar outra estrada beirando um lago. Foi aí que o fato mais lamentável do dia aconteceu…

Um Terreno que Custou Bem Caro

Todo mundo descendo com cautela neste pedal para as Ruínas da Igreja de Queimado, pois o chão estava mais liso que minha conta bancária, quando o pneu dianteiro do Sylvio escapou jogando ele no chão e, com a queda, quebrando o braço esquerdo.

Como Papai do Céu faz tudo certinho, havia uma equipe de resgate dos Bombeiros dando apoio à festa e logo eles nos socorreram. Enquanto aguardávamos a chegada da equipe, os mosquitos mutantes se fartavam com o nosso sangue ciclístico. hehehe.

Sylvio foi de ambulância pro Dório Silva e Rodolfo foi de Uninho seguido pela Strada (ambos da Guarda Municipal de Trânsito da Serra) junto com a bike dele e a do Sylvio.

Eu, Eduardo e Marcelo resolvemos voltar pelo menos caminho que viemos. Logo no início da descida da estrada nova, encontramos dois bebuns caídos no meio da pista! Para evitar acidentes, eu e Marcelo jogamos os caras para o canto aplicando alguns sermões… Aiai!

Eduardo e Marcelo resolveram voltar por alguns caminhos alternativos para evitar alguns morros (quase chorei, pois queria subir mais… Hehehe).

Paramos em um barzinho para tomar uma Coca super gelada, Marcelão comeu um monte de troço em menos de 05 minutos e depois voltamos pra casa sem maiores emoções - apenas um morro bão demás para fechar o dia!.

Ah! Passamos por uma lama esquisita, vermelha, grudenta, parecia argila, sei lá. Resultado: sujeira total nas bikes e nos bikers.

Sylvio me ligou mais tarde dizendo que estava tudo bem e que o braço não quebrou; apenas saiu do lugar…

É isso aí!

Um abraço a todos e melhoras pro Sylvio.

Atenciosamente,

Pedro Henrique Ribeiro Rébuli (PH) Capixaba, ciclista e graduando em Administração pela UFES.

Edu Cara de Barro
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Um pouco cansado disso... Não das histórias, da vivência e do esporte. Mas do que o mercado se tornou. Sigo firme em meu proposito de "Criar Histórias e Experiências Positivas com a Bike" como um ciclista, escritor e desgourmetizador de pedal.