Voltar a disputar o Campeonato Mundial, em um ano tão cheio de incertezas, foi bem marcante para mim. Foi uma viagem confirmada de última hora e, querendo ou não, passei bastante tempo pensando nas etapas da Copa do Mundo e na do Mundial, porque foram as únicas de maior peso no ranking mundial que não haviam sido canceladas por conta da pandemia do Coronavírus.

O Mundial sofreu alteração de data e local, porém se manteve e foi realizado. E, poder vestir a camiseta da seleção brasileira de ciclismo mountain bike mais uma vez, depois de vários meses atípicos que nós vivemos, foi significante demais. Tivemos uma dobradinha de Copa do Mundo e em seguida do Mundial em Leogang, na Áustria.

Por ser em uma data diferente daquela que estamos acostumados, o clima na Europa já era diferente com bastante chuva e frio. A pista estava realmente singular, por toda a quantidade de barro, algo pouco comum no Brasil. Um circuito feito para o evento e que exigia demais dos atletas na subida, por serem elas muito íngremes, mas também com descidas bastante inclinadas.

O primeiro dia de reconhecimento na pista foi focado em me divertir em cima da bike. Depois, a pista foi cada dia ficando mais diferente, pela grande quantidade de ciclistas que passavam lá e seu traçado ida tomando formatos distintos. No dia da prova, optei por uma opção de pneu para
características extremas de barro, mas no fim das contas não foi tão extremo como pensávamos, porque não choveu.


Foi uma participação importante para o meu autoconhecimento, que me mostrou a importância de sempre estar em contato com pistas do mais alto nível no mundo, como foi o caso na Áustria, treinando em locais assim. A volta para o Brasil foi com a bagagem cheia de aprendizagem, após
um 45º lugar no Mundial, sem deixar de agradecer a todas as marcas e pessoas que tornaram uma realidade essa minha viagem.

Sigo motivada, para voltar em 2021 à Europa com melhor desempenho e superar as barreiras que tive pela frente neste ano. A volta ao Brasil já acontece às vésperas do Campeonato Nacional, em que vou em busca de tentar mais uma vez essa conquista, a qual garanti o título de campeã três
vezes, entre 2015 e 2017.

Outra vez, gostaria de agradecer pessoas e marcas que me ajudaram a estar aqui na Europa. Consegui viajar graças a CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo), Logística Aventura, O Boticário, Quinta Santa Bárbara, Dr. João Bosco – Clínica Mater Maria, Dent’Arte, Pousada Riacho das Pedras, Restaurante Recanto do Gaúcho, GOBIK, além dos meus amigos do coração Esther e Ruy, Dra. Yeda e João Negão.

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Autor

Edu Cara de Barro

Um apaixonado pelo ciclismo e pelas histórias que ele nos permite criar. Pedalando, busco viver experiências que inspiram, conectam pessoas e transformam vidas, sempre guiado pelo lema: criar histórias e experiências positivas com a bike.

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