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Os Suplementos Que Quase Nenhum Ciclista Toma (Mas Que Pode Mudar o Jogo)

Essa foi a estratégia de suplementação que usei para otimizar minha performance na ultima prova, funcionou bem na altitude e funciona bem aqui também, ao níuvel do mar.

Enfrentar longas distâncias em grandes altitudes não é apenas um desafio físico, é um teste brutal de resistência fisiológica. Quando você decide encarar um percurso de gravel com altimetria severa, como aqueles que superam os 3.000 metros acima do nível do mar, a preparação precisa ir muito além de ter o melhor equipamento.

O ar rarefeito, a radiação ultravioleta intensa e o terreno implacável exigem que a sua “máquina humana” esteja ajustada com precisão cirúrgica.

Muitos ciclistas ainda acreditam que a suplementação avançada é um exagero, mas não foi isso que eu descobri em três participações em stage races que superavam facilmente os 3000 m.a.n.m. Suplmenentos podem ser um recurso para atletas amadores e profissionais que buscam o pódio ou mesmo apenas concluir um desafio pessoal.

Quando o oxigênio diminui e o corpo entra em estado de fadiga extrema, cada detalhe fisiológico conta. O objetivo post é trazer o relato com as minhas experiencias. Para me aparar, trouxe alguns artigos que estão citados abaixo.

Testei e comprovei uma estratégia que funcionou para mim. Então vamos falar de suplmentos comprovadas que oferecem um excelente custo-benefício e garantem uma experiência real e positiva sobre o selim.

Vamos explorar como nutrientes específicos podem proteger seu organismo, otimizar a geração de energia e manter sua mente afiada, mesmo nas condições mais adversas.

https://youtu.be/ELNr0BWj094

1. Coenzima Q10 – O “Sistema Elétrico” do Ciclista: Energia e Foco Sob Pressão

Para compreender a importância da suplementação em esportes de endurance, é útil fazer uma analogia com o funcionamento de uma e-bike. A sua alimentação diária (carboidratos, gorduras e proteínas) atua como a bateria, fornecendo a energia bruta. No entanto, para que essa energia seja transformada em movimento nas rodas, o motor e o sistema elétrico precisam estar operando com eficiência máxima. No corpo humano, esse papel é desempenhado por componentes celulares fundamentais, que podem ser otimizados através da Coenzima Q10 e da Vitamina B12.

Coenzima Q10: A Manutenção das Usinas Celulares

mitocondrias - suplemento para ciclistas

As mitocôndrias são as verdadeiras usinas de energia do corpo. Elas são responsáveis por capturar o oxigênio que você respira e combiná-lo com os nutrientes ingeridos para produzir Adenosina Trifosfato (ATP), a molécula que fornece energia para as contrações musculares.

Em ambientes de grande altitude, onde o oxigênio é escasso, a eficiência mitocondrial torna-se o fator limitante para a sua performance. É exatamente nesse ponto que a Coenzima Q10 (CoQ10) demonstra seu valor inestimável.

A CoQ10 atua como um catalisador essencial na cadeia de transporte de elétrons dentro das mitocôndrias. Ela facilita a produção de ATP, garantindo que o seu corpo extraia o máximo de energia de cada molécula de oxigênio disponível. Além de seu papel na geração de energia, a CoQ10 é um poderoso antioxidante.

O esforço prolongado em condições extremas gera uma quantidade massiva de radicais livres, moléculas instáveis que causam danos celulares e aceleram a fadiga. A CoQ10 ajuda a neutralizar esses radicais, reduzindo o estresse oxidativo e protegendo a integridade muscular.

A literatura científica corrobora essa eficácia. Uma revisão sistemática conduzida por de Sousa Fernandes et al. (2023) demonstrou que a suplementação adequada com CoQ10 é capaz de reduzir significativamente os marcadores de fadiga e melhorar o desempenho anaeróbico em atletas. Na prática do ciclismo, isso se traduz em uma maior capacidade de sustentar esforços intensos, como a transposição de subidas técnicas e íngremes, retardando o ponto de exaustão.

AtributoDetalhe TécnicoBenefício Prático no CiclismoDose Recomendada
Função PrincipalFacilita a produção de ATPAumenta a eficiência energética nas subidas200mg por dia
DiferencialAção antioxidante intracelularReduz a fadiga periférica e acelera a recuperação200mg por dia

2. Vitamina B12 Metilcobalamina: Clareza Mental no Meio do Caos

A resistência física é apenas metade da equação; a outra metade é a resistência cognitiva. Durante um percurso desafiador de mountain bike, speed ou gravel, o cansaço extremo pode levar à chamada fadiga central.

É aquele momento em que a concentração falha, as reações ficam lentas e a capacidade de tomar decisões rápidas, como escolher a melhor linha em uma descida técnica, é drasticamente reduzida. Para combater esse declínio cognitivo, a Vitamina B12 é indispensável.

É crucial destacar que a forma de Vitamina B12 faz toda a diferença. A Metilcobalamina é a forma ativa e biodisponível que o corpo consegue utilizar imediatamente, ao contrário da cianocobalamina, que precisa ser convertida pelo fígado.

A B12 desempenha um papel vital na manutenção da bainha de mielina (a camada protetora dos nervos) e na síntese de neurotransmissores, garantindo que os comandos do cérebro cheguem aos músculos sem atrasos.

Pesquisas recentes reforçam a importância da B12 para atletas de endurance. Um estudo focado em ciclistas, conduzido por Martínez-Noguera et al. (2026) , indicou que a suplementação com Metilcobalamina não apenas aumentou a potência de pico, mas também promoveu uma melhoria significativa no foco e na clareza mental sob condições de fadiga extrema.

Em ambientes de altitude, onde a hipóxia (baixa oxigenação) já prejudica naturalmente a função cerebral, manter o sistema nervoso protegido é uma questão primária de segurança e técnica.

“A suplementação estratégica não substitui o treinamento, mas atua como um facilitador fisiológico que garante que a sua preparação física se manifeste plenamente no dia do desafio, minimizando os riscos de falhas sistêmicas.”

3. Peak O2: Otimizando a Captação e Distribuição de Oxigênio

Quando você pedala, especialmente quando está pedalando mais forte, a quantidade de oxigênio necessario em cada respiração seja aumentada. O corpo precisa trabalhar muito mais duro para entregar o oxigênio necessário aos músculos em atividade intensas.

Para simplificar e superar esse obstáculo fisiológico, a estratégia deve focar em duas frentes: melhorar a economia de oxigênio pelas células e otimizar o fluxo sanguíneo que transporta esse oxigênio. É aqui que os suplementos Peak O2 e S7® entram em cena.

Peak O2: Maximizando a Eficiência Respiratória

O Peak O2 é um composto formulado a partir de uma mistura de cogumelos adaptógenos, cultivados especificamente para preservar seus compostos ativos.

A principal função desse suplemento no contexto do ciclismo de endurance é melhorar a economia de oxigênio. Em termos práticos, isso significa que o seu corpo se torna capaz de realizar a mesma quantidade de trabalho mecânico (medido em watts de potência) consumindo uma quantidade menor de oxigênio.

Essa adaptação é extremamente valiosa. Pense nisso como aumentar a eficiência do motor de um veículo para que ele percorra mais quilômetros com a mesma quantidade de combustível.

O estudo clínico de Hirsch et al. (2015) demonstrou que o uso contínuo desse blend de cogumelos por um período de três semanas resultou em um aumento mensurável do VO2 Max (volume máximo de oxigênio) e prolongou o tempo até a exaustão física.

Para o ciclista que enfrenta longas ascensões, essa eficiência se traduz em um retardo substancial daquela sensação de falta de ar debilitante, permitindo sustentar um ritmo constante por mais tempo.

4. S7®: Vasodilatação e Entrega de Nutrientes

Se o Peak O2 melhora o uso do oxigênio pelas células, o S7® foca em como esse oxigênio chega até elas. O S7® é um suplemento classificado como um estimulador da produção de óxido nítrico (NO).

O óxido nítrico é uma molécula sinalizadora produzida naturalmente pelo corpo que causa a vasodilatação, ou seja, o relaxamento e o alargamento dos vasos sanguíneos.

Imagine o sistema circulatório como uma rede de rodovias. Durante o exercício intenso, você quer que essas rodovias estejam o mais amplas e livres possível para que o sangue (carregado de oxigênio e nutrientes vitais) chegue rapidamente aos músculos das pernas.

O S7® facilita essa expansão vascular. Dados indicam que doses baixas, como 50mg desse composto à base de plantas, são capazes de aumentar significativamente os níveis de óxido nítrico biodisponível no organismo .

Além de melhorar a entrega de oxigênio, uma circulação mais eficiente desempenha um papel crucial na “limpeza” metabólica. Durante o esforço, os músculos produzem subprodutos, como o ácido lático, que causam aquela sensação familiar de queimação.

O aumento do fluxo sanguíneo proporcionado pela vasodilatação ajuda a remover esses subprodutos mais rapidamente, permitindo que o ciclista mantenha intensidades elevadas com menos desconforto periférico.

SuplementoMecanismo de Ação PrincipalResultado Prático no Ciclismo
Peak O2Melhora a economia de oxigênio celularAumenta o tempo até a exaustão e o VO2 Max
S7®Estimula a produção de Óxido NítricoPromove vasodilatação, melhorando o fluxo sanguíneo e a remoção de lactato

5. Astaxantina: O Escudo Protetor Resiliência Contra Radiação e Estresse Extremo

O ambiente desértico (no caso da prova Atacama Spirits Gravel) e de grande altitude impõe desafios que vão além da falta de oxigênio.

A exposição prolongada a altos níveis de radiação ultravioleta e o desgaste físico contínuo exigem que o corpo possua um sistema de defesa robusto. O uso de protetor solar tópico é inegociável, mas a proteção fisiológica interna é igualmente crítica para manter a performance e evitar o colapso celular.

Neste cenário, a Astaxantina e a N-Acetil Cisteína (NAC) atuam como um escudo protetor e um sistema de refrigeração para o organismo.

Astaxantina: Proteção Celular e Flexibilidade Metabólica

A Astaxantina é um carotenoide — um pigmento natural — extraído principalmente de microalgas que desenvolveram a capacidade de sobreviver em condições ambientais extremas. No corpo humano, ela atua como um antioxidante de altíssima potência, protegendo as membranas celulares contra os danos causados pela radiação UV e pelo estresse oxidativo gerado pelo exercício intenso.

No entanto, o maior benefício da Astaxantina para o ciclista de endurance reside em seu impacto no metabolismo de substratos energéticos.

O corpo humano utiliza primariamente duas fontes de energia durante o exercício: as gorduras (uma reserva abundante, mas de oxidação lenta) e o glicogênio muscular (uma reserva limitada de carboidratos, de rápida utilização).

A Astaxantina promove o que chamamos de flexibilidade metabólica, estimulando o organismo a ser mais eficiente na oxidação de gorduras, mesmo em intensidades moderadas a altas.

Ao otimizar a queima de gordura, o corpo “poupa” os preciosos estoques de glicogênio. Essa preservação de carboidratos é vital para os momentos decisivos da prova, como uma subida íngreme inesperada ou um esforço final.

Estudos clínicos, como a pesquisa de Sawaki et al. (2011) , evidenciaram que ciclistas suplementados com Astaxantina apresentaram melhorias substanciais no desempenho em testes de contrarrelógio (time trial), comprovando sua eficácia em evitar o esgotamento total de energia.

Além disso, revisões sistemáticas recentes confirmam seu papel positivo na modulação de marcadores inflamatórios e índices antioxidantes em atletas .

6. NAC (N-Acetil Cisteína): A Recarga do Antioxidante Mestre

Durante um treinamento rotineiro, os sistemas antioxidantes endógenos do corpo costumam ser suficientes para lidar com os radicais livres produzidos. Contudo, em eventos extremos de longa duração, essas defesas naturais podem se esgotar completamente, deixando as células vulneráveis e acelerando a fadiga sistêmica.

A N-Acetil Cisteína (NAC) é um aminoácido que atua como precursor direto da glutationa, frequentemente descrita como o “antioxidante mestre” do corpo humano. A suplementação com NAC fornece os blocos de construção necessários para que o organismo reabasteça rapidamente seus níveis de glutationa.

Pesquisas conduzidas por Paschalis et al. (2018) demonstraram que a administração de NAC é capaz de aumentar a performance física e reduzir o estresse oxidativo, especialmente em atletas que já apresentam níveis depletados de glutationa devido a cargas extremas de treinamento.

Outro estudo relevante, de Corn & Barstow (2011) , observou que o NAC pode aumentar a Potência Crítica (a intensidade máxima que pode ser sustentada por um longo período sem fadiga precoce) e prolongar o tempo até a exaustão.

Contudo, é fundamental aplicar a ciência com critério. O uso do NAC deve ser estratégico e periodizado (geralmente limitado a ciclos de até 60 dias). O corpo necessita de um certo grau de estresse oxidativo para sinalizar a necessidade de adaptação e fortalecimento muscular. Suprimir completamente esse estresse de forma contínua pode, paradoxalmente, inibir os ganhos de condicionamento. O NAC deve ser reservado para os blocos de treinamento mais intensos e para os dias que antecedem e compõem o desafio principal.

Elemento de ProteçãoFunção Fisiológica no DesertoBenefício Estratégico
AstaxantinaModulação metabólica e proteção UVPoupa os estoques de glicogênio e protege as membranas celulares
NACPrecursor de GlutationaCombate a fadiga extrema e restaura as defesas antioxidantes primárias

Estratégia Prática: O Cronograma de Suplementação que EU USEI

O conhecimento científico só se traduz em performance quando aplicado corretamente. A suplementação para um desafio de endurance em altitude não se resume a ingerir cápsulas na manhã da prova.

Buscar o acompanhemento de um nutricionista, e muitas vezes de um médico, é muito importante. Dito isso, é preciso deixar claro que estou relatando as MINHAS EXPERIENCIAS, e não indicando ou prescrevendo suplementos. Se compreendemos isso, podemos seguir.

O uso de suplementos de uma forma inteligente e focada em um evento especifico, resume-se em um processo de saturação e adaptação fisiológica que deve ser iniciado semanas antes do evento. A seguir, o meu cronograma para a minha ultima stage race. Montado para lhamos um cronograma prático e estruturado para maximizar os resultados.

Minha Fase de Saturação (4 a 6 Semanas Antes)

Nesta fase inicial, meu objetivo era permitir que os compostos se acumulassem nos meus tecidos e começassem a promover adaptações celulares.

  • Peak O2 (1000mg/dia): Iniciei o uso diário para começar a melhorar minha economia de oxigênio e aumentar gradativamente o meu VO2 Max. Na prática, eu consumia de 30 a 60 minutos antes dos meus treinos de base.
  • Coenzima Q10 (200mg/dia): Foi fundamental para iniciar a otimização da minha eficiência mitocondrial. Como a CoQ10 é lipossolúvel, eu fazia questão de ingeri-la junto com o almoço, que sempre continha alguma fonte de gordura, garantindo a absorção adequada.
  • Astaxantina (4mg/dia): Comecei a construir minha proteção celular e a treinar a flexibilidade metabólica do meu corpo. Também consumia junto com o almoço, criando uma rotina fácil de seguir.

Minha Fase de Refinamento (2 Semanas Antes)

Neste ponto, comecei a reduzir minha carga de treinamento (tapering), e mudei meu foco para o polimento do sistema nervoso e vascular.

  • Vitamina B12 Metilcobalamina (1mg/dia): Introduzi a B12 para garantir que minha transmissão nervosa e clareza cognitiva estivessem no auge. Meu consumo era sagrado: logo pela manhã, acompanhado do meu café.
  • S7® (50mg/dia): Comecei a utilizar este vasodilatador cerca de 30 minutos antes dos meus treinos finais. Senti na pele como o fluxo sanguíneo ficou otimizado, entregando mais energia para as pernas.

Minha Fase Aguda (Semana da Prova e Durante o Evento)

A semana do evento foi o momento de ativar minhas defesas máximas contra o estresse oxidativo que eu sabia que enfrentaria.

  • NAC (600mg/dia): Iniciei a suplementação à noite, antes de dormir, para recarregar meus níveis de glutationa e preparar meu corpo para o desgaste extremo dos dias seguintes.
  • S7® (50mg/dia): 30 minutos antes das largadas meus treinos finais.
  • Manutenção: Continuei com todos os suplementos das fases anteriores nas doses que já havia estabelecido.
  • Peak O2 (1000mg/dia): uso diário.
  • Coenzima Q10 (200mg/dia): uso diário.
  • Astaxantina (4mg/dia): uso diário.

Os Erros Críticos que eu evitei

Para garantir que minha estratégia fosse bem-sucedida, me policiei para não cair nas armadilhas comuns:

  • A Regra de Ouro da Inovação: Jamais testei um suplemento novo no dia da prova. Eu sabia que meu sistema gastrointestinal sob estresse seria altamente sensível. Toda a minha estratégia de suplementação foi validada rigorosamente durante meus treinos longos preparatórios.
  • Suplementação não é Nutrição Base: Eu tinha clareza de que os compostos discutidos eram otimizadores fisiológicos. Eles não substituíram minha necessidade primária de macronutrientes. Minha ingestão de carboidratos (através de géis e alimentos sólidos), eletrólitos e hidratação contínua continuou sendo o meu alicerce insubstituível. Sem o meu combustível básico, os otimizadores não teriam sobre o que atuar.
  • Respeitei as Dosagens: Eu sei que a fisiologia humana opera em equilíbrio. Doses maiores não garantiriam resultados melhores e poderiam sobrecarregar meu organismo. Segui as orientações científicas à risca.

Perguntas Frequentes (FAQ): Respondendo às Dúvidas da Galera

Sempre que compartilho minha rotina, surgem dúvidas. Aqui estão as respostas diretas e técnicas para as perguntas que mais recebo:

1. “Edu, a utilização desses compostos configura doping esportivo?”

Não. Todos os suplementos que utilizei (CoQ10, B12, Peak O2, S7®, Astaxantina e NAC) são nutrientes, vitaminas ou extratos naturais permitidos pelas agências antidoping (como a WADA). Meu objetivo foi fornecer suporte fisiológico à minha saúde e eficiência metabólica, não introduzir substâncias sintéticas proibidas.

2. “É possível obter benefícios utilizando apenas um destes suplementos?”

Sim, cada suplemento atua de forma independente. No entanto, para a performance extrema que eu buscava, uma abordagem multifatorial foi essencial. O Peak O2 focou na minha respiração, a CoQ10 na minha energia celular e o NAC na minha recuperação. A sinergia entre eles foi o que me proporcionou a resiliência completa para a altitude.

3. “Qual a importância da qualidade e origem dos suplementos que você usou?”

A biodisponibilidade foi meu fator crítico. Eu fiz questão de adquirir a Vitamina B12 na forma de Metilcobalamina para garantir absorção real. Optei por compostos patenteados como Peak O2 e S7®, validados em estudos clínicos. Eu sabia que versões genéricas comprometeriam a absorção e os meus resultados. Por isso, recomendo sempre a manipulação em farmácias especializadas de alta confiabilidade.

4. “A hidratação é muito afetada pela altitude e pelo clima desértico?”

Drasticamente. Em ambientes como o deserto, a umidade relativa do ar é baixíssima. Eu quase não sentia que estava suando porque o suor evaporava instantaneamente. Eu sabia que a desidratação severa comprometeria meu volume sanguíneo, anulando os efeitos de vasodilatadores como o S7®. Minha reposição rigorosa de líquidos e sais minerais (sódio, potássio, magnésio) foi obrigatória.

A Minha Experiência Real e Positiva

O meu investimento de tempo, esforço e recursos na preparação para esse desafio de endurance extremo teve um propósito central: vivenciar uma experiência real, desafiadora e, acima de tudo, positiva.

Cruzar a linha de chegada de uma prova de gravel em altitude exigiu que eu respeitasse as limitações do meu corpo e tivesse a inteligência para utilizar as ferramentas disponíveis a meu favor.

Simplificar a performance para mim não significou ignorar a complexidade do esporte, mas sim aplicar a ciência de forma prática na minha rotina, descartando promessas infundadas e focando no que realmente funcionou para o meu corpo. Ao otimizar minha eficiência celular, proteger meu sistema nervoso e preparar meu organismo para o estresse extremo, eu garanti que a minha preparação física se traduzisse em resultados sólidos no terreno.

O ciclismo de longa distância é implacável, mas com a estratégia fisiológica bem estruturada que eu adotei, meu corpo esteve preparado para responder à altura das exigências do percurso. O conhecimento técnico foi o meu melhor aliado para superar os limites da altitude e transformar todo aquele esforço em conquista.

Sempre busque orientação médica e de um nutricionista. Não é porque algo não exige receita, que você pode sair tomando adoidado.

Referências

[1] de Sousa Fernandes, M. R., et al. (2023). Coenzyme Q10 supplementation in athletes: a systematic review. Nutrients, 15(18), 3990.

[2] Martínez-Noguera, A., et al. (2026). Triple-blind study with cyclists showing increase in peak power and cognitive improvement. (Preprint).

[3] Hirsch, K. R., et al. (2015). Chronic supplementation of a mushroom blend on oxygen kinetics, peak power, and time to exhaustion. Journal of the International Society of Sports Nutrition, 12(1), 38.

[4] Nutritional Outlook. (2018). Nitric oxide boosting ingredients: New launches, new studies, and increased plant focus at SupplySide West.

[5] Sawaki, K., et al. (2011). Effect of Astaxanthin on Cycling Time Trial Performance. Journal of Clinical Biochemistry and Nutrition, 49(2), 102–107.

[6] Paschalis, V., et al. (2018). N-acetylcysteine supplementation increases physical performance and reduces oxidative stress in athletes with low glutathione levels. Journal of the International Society of Sports Nutrition, 15(1), 29.

[7] Corn, J. & Barstow, T. J. (2011). N-acetylcysteine increases critical power and time to fatigue in humans. ScienceDirect.

[8] Hasani, A., et al. (2024). Effect of astaxanthin on physical activity factors, lipid profile, inflammatory markers, and antioxidants indices in athletic men: A systematic review and meta-analysis. ScienceDirect.

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Edu Cara de Barro

Um apaixonado pelo ciclismo e pelas histórias que ele nos permite criar. Pedalando, busco viver experiências que inspiram, conectam pessoas e transformam vidas, sempre guiado pelo lema: criar histórias e experiências positivas com a bike.

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