Queria sair um pouco do tema principal do blog que são os relatos de passeios, treinos, algumas competições e pedais em geral, para falar sobre algo que mais cedo ou mais tarde, seja pedalando para treino ou lazer ira nos atingir. E o tema é: Mobilidade Urbana, Gentileza gerando gentileza, Leis de Transito e ciclistas do dia a dia. Até porque antes de chegar em algumas  das trilhas precisamos atravessar zonas urbanas e até rodovias movimentadas.

Não só por isso, acho o tema muito relevante.

Vou dividir essas idéias em partes, porque com o corre, corre do dia a dia não ando com tempo para de uma vez só escrever tudo. O final unifico os textos e faço um post só. Deve ficar bom assim.  

A cada dia cresce o numero de discussões sobre mobilidade urbana e este já é um tema intrínseco quando pensamos na melhora da condição de vida dentro dos grandes centros urbanos.  

A mobilidade urbana afeta o funcionamento de toda uma estrutura social e, de uma forma ou de outra acabamos sendo impactados por políticas públicas ultrapassadas. Muitas vezes pensadas por indivíduos sem a capacitação técnica necessária ou ainda sem o devido envolvimento para tal tarefa.

Mobilidade Urbana, Gentileza gerando gentileza, Leis de Transito e ciclistas do dia a dia

Se antes você acordava num determinado horário para trabalhar, note que atualmente precisa acordar pelo menos 15 minutos mais cedo para não se atrasar.  

O produto a venda no mercadinho do bairro ficou mais caro sobre a alegação do frete que subiu. O frete subiu, pois, com o trânsito às transportadoras tem seu rendimento reduzido. Aquele medicamento que você pediu na farmácia que nem é tão longe, mas que está demorando tanto pra chegar.  

E nem vou falar de uma ambulância com um paciente grave a caminho do hospital – abrindo um parêntese agora, já notaram que atualmente até as ambulâncias tem tido dificuldade para receber passagem? Mais à frente quero falar sobre essas cortesias e costumes que estão se perdendo… E Por ai vai!

Mas afinal, o que é Mobilidade Urbana?

Segundo Santo e Vaz (2005) Pensar a mobilidade urbana é, portanto, pensar sobre como organizar os usos e a ocupação da cidade e a melhor forma de garantir o acesso das pessoas e bens ao que a cidade oferece, e não apenas pensar os meios de transporte e trânsito.

Para Campos, (2006): A mobilidade sustentável no contexto socioeconômico da área urbana pode ser vista através de ações sobre o uso e ocupação do solo e sobre a gestão dos transportes, visando proporcionar acesso aos bens e serviços de uma forma eficiente para todos os habitantes, e assim, mantendo ou melhorando a qualidade de vida da população atual sem prejudicar a geração futura.

Percebam que muito mais do que ordenar de forma eficiente os espaços e o fluxo de circulação dos habitantes e produtos, a mobilidade urbana também trata de questões como qualidade de vida e bem estar.  

Essas por muitas vezes, por serem questões subjetivas nos passam despercebidas e no dia a dia. Não linkamos o stress e o mau humor ao coletivo lotado logo cedo, a uma fechada que levamos no transito, ao embate eterno entre caminhoneiros e motoboys, ou as buzinadas impacientes de um motorista para o ciclista. E ainda aquele pedestre que atravessa fora da faixa.

Como tudo está relacionado

Não se enganem, todos esses fatores e muitos outros são rizomáticos e presentes em nosso cotidiano. Começar bem um dia pode determinar o restante dele, por conseguinte a semana, o mês, o ano e o resto de sua vida.

Receber um bom dia logo cedo contribui para um dia melhor. E dar um bom dia contribui para um dia melhor de quem recebe e de quem oferece.   Ok, este papo está muito Ursinhos Carinhosos, ainda mais que atualmente o bom dia já deixou de ser na maioria das vezes a expressão do desejo de que o dia daquela pessoa seja bom, mas sim um mero cumprimento formal.  

E então chego a outro ponto que pretendia tratar aqui. A Gentileza, cortesia e educação básica. A gentileza pode ser dita, mas também pode ser demonstrada em um ato e pode causar um efeito direto e imediato como também uma reflexão.  

José Datrino já pintava por ai; Gentileza gera Gentileza.

Abrir uma porta para um entregador que está com as mãos ocupadas, ceder o lugar a um idoso ou gestante num coletivo, mesmo na ciclovia dar a vez a um pedestre que chega a faixa, estacionar de forma correta para que naquele espaço caiba mais um carro e por ai vai…  

Um ato de gentileza pode influenciar outros?

Infelizmente não encontrei fontes que atestem a teoria que consiste em que: Uma pessoa tocada por um ato de gentileza tem menor propensão a ser bruto mais a frente com outra pessoa.  

Mesmo sem dados estatísticos que comprovem, eu acredito nisso! Porque? Por que sim. Eu acho muito mais fácil dar passagem a um pedestre na faixa se a alguns momentos atrás, enquanto pedestre, recebi a mesma gentileza.

Se o cidadão não teve uma constituição moral bem fundamentada para saber desde antes que não se deve fazer com os outros, o que não gostaria que a ele fosse feito, um ato de cordialidade pode influenciá-lo a ser gentil. Mesmo que momentaneamente. E isso se aplica a tudo.  

No próximo texto, quero falar sobre as Leis de Transito, mais especificamente as principais leis e artigos que citam os ciclistas e traçar alguns paralelos com outras leis que temos no país.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Autor

Edu Cara de Barro

Um apaixonado pelo ciclismo e pelas histórias que ele nos permite criar. Pedalando, busco viver experiências que inspiram, conectam pessoas e transformam vidas, sempre guiado pelo lema: criar histórias e experiências positivas com a bike.

Posts relacionados

Giro amplia linha no Brasil com novas luvas Jag, Bravo II Gel e Trixter

Com novos acabamentos para modelos consagrados, Giro aumenta aposta no mercado nacional da bike com novidades para estrada, gravel e MTB Capacetes,...

Leia tudo

Campeonato Brasileiro de Gravel 2026: Quem será nosso primeiro campeão?

O cara que é do asfalto, trilha e estradão chega a tremer de emoção com essa notícia. O Brasil está prestes a...

Leia tudo

Por que o U2e PRX é o medidor de potência que você deveria ter – segundo quem entende do assunto

“O PRX é um medidor de potência que traz uma série de soluções importantes, até para quem não tem alto nível de...

Leia tudo
Cinturato Gravel H

Conheça a nova linha dos pneus Pirelli para gravel, que acaba de chegar ao Brasil

Inovar de forma constante é uma das maiores forças da Pirelli, tradicional fabricante de pneus para praticamente todos os tipos de veículos...

Leia tudo

U2e PRX: medidor de potência fabricado no Brasil, compatível com pedais Shimano

Com alta tecnologia, U2e PRX tem preço competitivo e aposta na compatibilidade com Shimano para conquistar ciclistas que buscam desempenho e precisão....

Leia tudo

De volta à poeira de Mariana: Por que vou encarar o Iron Biker Brasil 2026 após 10 anos?

Sabe aquele pedal ou evento que você está doido pra ir, mas sempre rola algo que parece te impedir? Pois é, assim...

Leia tudo