O evento foi realizado neste domingo (11), no Parque Teresa Maia, com vitória do paulista Douglas Leite de Oliveira, o Doguete, na Super Spine, e do cearense Felipe Alexandre, o Manerim, e de Derlayne Roque, a Dê, de Brasília (DF), na Street

Manobras radicais, muita disputa e adrenalina, em um domingo (11) de sol e calor em Cotia (SP). Com a participação de competidores de diferentes estados, reunindo os melhores do Brasil no BMX, foi realizado, no Parque Teresa Maia, o Festival de Bike Street e Super Spine. Depois de três dias, de sexta a domingo, com treinos, classificatórias e finais, o paulista Douglas Leite de Oliveira, o Doguete, de 31 anos, de São Bernardo do Campo, venceu na Super Spine. Na Street, primeira colocação para o cearense Felipe Alexandre, o Manerim, 23 anos, de Fortaleza, que atualmente está representando a cidade de Taubaté (SP). No feminino da Street, vitória de Derlayne Roque, a Dê, de Brasília (DF).

Felipe, campeão no Street
(Foto: @isa_coelhas / Divulgação)

A estrutura do evento foi montada no Parque Teresa Maia, na região da Granja Viana, para a realização de uma competição Open, em que profissionais e amadores participam juntos. O BMX Super Spine teve a disputa em uma rampa em formato de um “W”. Já o BMX Street  simulou obstáculos da rua. As finais foram todas no domingo.

Na Super Spine, os dez melhores na classificatória voltaram à pista para duas voltas de 45 segundos que definiriam o campeão, com os juízes avaliando a melhor manobra. O experiente Doguete foi o melhor. Um dos precursores da modalidade, Doguete acumula vitórias e conquistas ao longo da carreira, representando o Brasil nos X Games, nos Estados Unidos, e campeão mundial da Mega Rampa 2011, com recorde de aéreo, atingindo 6,70 metros acima da rampa.

Gustavo de Oliveira, segundo no Spine
(Foto: @isa_coelhas / Divulgação)

“O evento teve um nível muito alto, com a participação de atletas de vários estados. E uma geração nova, mostrando sua força. Eu já sou veterano. São 17 anos de BMX. Mas, mantenho o ritmo, seguindo essa molecada, trabalhando muito a mente, aliado a preparo físico, conectado com a bike sempre”

afirmou Doguete, que superou o atual campeão brasileiro, o paulista de Carapicuíba, Gustavo ‘Bala Loka”, 20 anos, que terminou em segundo.

“Ele é o cara a ser batido e hoje eu consegui”

completou.

Na Street, 12 atletas foram para a final, competindo em vários obstáculos, com os juízes avaliando os que fizeram as melhores manobras em cada um deles. Felipe ‘Manerim’ – que havia terminado em quarto lugar na Super Spine – ficou com o primeiro lugar após muita disputa. Manerim, com 13 anos no esporte, compete de olho na vaga para os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024: campeão e vice brasileiro na modalidade Park, respectivamente em 2019 e 2022, com vários títulos de Street na carreira e participação em competições, não só no Brasil, mas também no exterior.

Manobras radicais
(Foto: @isa_coelhas / Divulgação)

“Foi um evento muito bom, com ótima organização, estrutura, energia e uma galera de alto nível. Foram vários atletas de outros estados, garantindo ainda mais disputa. Só tenho a agradecer a quem fez acontecer, a todos que estiveram envolvidos, para proporcionar esse momento bastante importante para nós”

destacou Manerim.

“Venho treinando forte com foco em Paris, com a expectativa de que o Brasil consiga a vaga e que estejamos lá”

finalizou.  

Além da disputa e da comemoração dos melhores do Festival, quem foi até Cotia para assistir ao evento também fez a festa: contou com estrutura para acompanhar as manobras das arquibancadas e pode experimentar a emoção nas pistas, que ficaram abertas ao público nos três dias nos horários em que não estava sendo realizada a competição. Além disso, as crianças puderam curtir também em uma mini rampa, para começar no esporte, e brincar em infláveis.

O Festival de Bike Street e Super Spine foi realizado através da Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo e Associação Ginart Arte Esporte e Educação, com apoio da Prefeitura Municipal de Cotia.

Geral do street
(Foto: @isa_coelhas / Divulgação)

Classificação final
Super Spine
1º – Douglas Leite de Oliveira (Doguete) – São Bernardo do Campo (SP) – 74,67
2º – Gustavo de Oliveira (Bala Loka) – Carapicuíba (SP) – 73,67
3º – Cauan do Nascimento (Madona) – Taubaté (SP) – 67,33
4º – Felipe Alexandre (Manerim) – Fortaleza (CE) – 61,67
5º – Alan Mendes da Silva (Alanzinho) – São Paulo (SP) – 59,17
6º – Gabriel Ribeiro – Taubaté (SP) – 59,00
7º – Daniel Santander (Maionese) – São Bernardo (SP) – 57,00
8º – Ruan Felipe Marques (Cuscuiz) – Patos de Minas (MG) – 55,00
9º – Eduardo Paulino dos Santos (Cansadu) – São Paulo (SP) – 50,00
10º – Alexandre dos Santos (Xande BMX) – São Paulo (SP) – 42,33

Street
Masculino 

1º – Felipe Alexandre (Manerim) – Fortaleza (Ceará)
2º – Daniel Alves – Florianópolis (SC)
3º – Gabriel Campanhari – Atibaia (SP)
4º – Douglas Patrocínio (Devan Homan) – Vitória (ES)
5º – Maycon Duarte – Divinópolis (MG)
6º – Júlio Pires (Popó)  – Tianguá (CE)
7º – Rodrigo Oliveira (Reza Vela) – Itapevi (SP)
8º – Caique de Brito (New Hippie) – São Paulo (SP)
9º – Lucas Dias – Piracicaba (SP)
10º – Renan Batista Silva – Brasília (DF)
11º – Warley Costa (Tio Warley) – Pará de Minas (MG)
12º – Marcos da Silva (Parkour) – Osasco (SP) 

Feminino
1º  Derlayne Roque (Dê) – Brasília (DF)
2º – Uine Monteiro – Rio de Janeiro (RJ)
3º – Larissa de Oliveira (Laria BMX) – Petrópolis (RJ)
4º – Natalia Piller (Nat) – Florianópolis (SC)

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Autor

Edu Cara de Barro

Um apaixonado pelo ciclismo e pelas histórias que ele nos permite criar. Pedalando, busco viver experiências que inspiram, conectam pessoas e transformam vidas, sempre guiado pelo lema: criar histórias e experiências positivas com a bike.

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